Retrospectiva 2016

Sempre que chega dezembro, dá aquela sensação de que o ano passou muito rápido, ou muito devagar. A verdade é que 2016 foi um ano muito proveitoso, deu para fazer bastante coisa!

Esse ano eu tive um conto publicado pela editora que sempre admirei; terminei de escrever meu novo romance; me formei no curso de inglês super mega avançado; comemorei 10 anos com o meu amor na Disney; trabalhei feito uma condenada, mas também me diverti horrores.

Vamos à retrospectiva! 😀

 
Em 2016 eu…

Viajei para a Disney

No início do ano, o Luís e eu completamos 10 anos juntos (desde que começamos a namorar). Fomos comemorar na Disney! 😀 Uma viagem muito especial!

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Me formei no English for Academic Purposes

Esse foi o curso mais difícil que já fiz na vida. Deixou a faculdade no chinelinho, haha! Nele desenvolvi minhas habilidades de falar em público e de escrever textos científicos, como dissertações e monografias, em inglês. Foi oferecido pela Nova Scotia Community College e durou um ano, em período integral.

Também participei de alguns cursos livres:

  • B.E.S.T Conference, promovida pela Edu Nova, com apoio de várias universidades de Halifax;
  • Understanding Intellectual Property, workshop do ISANS – Immigrant Services Association of Nova Scotia;
  • Como montar e manter uma pequena editora, curso à distância, de sete semanas, oferecido pela Universidade do Livro, da Fundação Editora Unesp.

 

Tive um conto publicado pela Jambô Editora

Tive a honra e o prazer de ter meu conto, A Última Noite em Lenórienn, publicado pela editora que admiro há muitos e muitos anos, a Jambô. O conto se passa no universo de Tormenta — o mais prestigiado cenário brasileiro de RPG — e encerra a antologia Crônicas da Tormenta volume 2, que reúne grandes nomes da literatura fantástica nacional. Está disponível para compra no site da Nerdz.

 

Escrevi o romance A Joia da Alma

Aos 45 do segundo tempo (lê-se, em 11 de dezembro), terminei a escrita do romance A Joia da Alma. Estou tão feliz! Seria angustiante ter que empurrar isso para o ano que vem. Agora vem a etapa da revisão. Mas, enquanto o livro está nas mãos do editor, eu vou me permitir tirar alguns diazinhos de folga. 😀

 

Terminei o audiobook de A Rainha da Primavera

Recuando até fevereiro (nossa, parece que faz um século!), concluí a publicação do audiobook de A Rainha da Primavera! Ele é gratuito, e você pode escutar todos os capítulos no meu canal do Youtube.

 

Diagramei 33 revistas incríveis

Como nos anos anteriores, em 2016 também tive o prazer de participar da criação de revistas de passatempos da editora Coquetel. Dependendo da revista, meu papel varia entre diagramar, desenhar e criar passatempos. Nesse ano, foram 6 revistas Picolé, 3 Picolé Crosswords, 9 Brincando e Aprendendo, 2 Almanaques de férias, 2 revistas do Snoopy. A grande novidade são as revistas da Disney, é uma alegria enorme participar delas! Fiz passatempos e diagramei revistas com os personagens de: Operação Big Hero, Enrolados, Frozen Fever, Jake e os Piratas, Princesas Disney, Princesa Sofia, Zootopia, Moana, e duas de Procurando Dory. Também diagramei a revista gigante da Larissa Manoela, que está fazendo o maior sucesso.

 

Arranjei emprego no Canadá

Eu sou muito ligada aos meus projetos no Brasil, mas isso não me impede de correr atrás de oportunidades por aqui. E foi pensando em ter novas experiências (e também em treinar o meu inglês) que me candidatei a um emprego temporário no Statistics Canada. É uma agência governamentamental, relativa ao IBGE brasileiro. Eu telefonava para as pessoas, para confirmar informações do Censo.

O ambiente era bom, o salário também, e as pessoas eram uns amores. Mas a posição realmente não era para mim. Mais da metade das minhas habilidades ficavam sem uso. Mas, é claro, eu queria provar para mim mesma que podia manter um emprego no Canadá. Foi por isso que aceitei quando estenderam meu contrato. Porém, quando encerrou de vez, eu quase soltei fogos de artifício. Me telefonaram dois meses depois: “Karen, estamos com vagas abertas de novo, você tem interesse em um novo contrato?” A minha resposta não poderia ter sido mais libertadora: “Muito obrigada, fico contente que tenham lembrado de mim! No entanto, não tenho interesse. Já estou trabalhando para outra empresa.”

Agora tenho um cargo muito mais legal! 😀 Sou jornalista da Chalk. Escrevo artigos em português sobre futebol, e-Sports e entretenimento, para dois sites: Ganhador e OddsShark Brasil. Também faço traduções, ajudo na implementação de certas funcionalidades nos sites e contribuo na coordenação da nossa equipe do Brasil. A atmosfera do local de trabalho é deliciosa! Aquele tipo de empresa que tem um pebolim no meio da copa (só que, em vez de futebol, é de hóquei no gelo), que faz confraternizações de Halloween, Thanksgiving e Natal, deixa o funcionário escolher se prefere PC ou Mac e oferece plano de saúde e dentário, haha. Depois de seis anos atuando como freelancer e empresária, chega a ser estranha a comodidade de ter emprego fixo. Para completar, a vista da janela é de tirar o fôlego.

 

Fui staff member na Hal-Con

Hal-Con é a maior convenção de cultura pop do leste canadense, e eu participei como membro da equipe organizadora. O evento foi demais! Fiquei cuidando de uma das salas de painel, ouvindo os especialistas falarem sobre podcast para pessoas distraídas, como fazer o seu cosplay, como funciona um estúdio de animação e outras coisas legais. Enquanto eu monitorava as oficinas, o jogo do Luís ia se esgotando na área dos expositores, três andares abaixo.

 

Apoiei a publicação de Dwar7s Fall

Dwar7s Fall pode não ser de minha autoria, mas — definitivamente — foi uma grande conquista esse ano! Sou beta-tester do jogo do queridíssimo senhor marido, Luís Brueh. Mais que isso, sou a única testemunha desde o nascimento da ideia, até a concretização do sonho. Quem já acompanhou um projeto desse porte de perto sabe que apoiar não é só bater palmas e falar que está lindo. É revisar contratos, ajudar a solucionar problemas, testar as variações de regras até não aguentar mais, ter paciência. No final, o trabalho valeu a pena! A 1ª edição de Dwar7s esgotou em todos os eventos onde foi vendida. A 2ª edição foi para o Kickstarter, ferramenta de financiamento coletivo. O editor esperava US$ 4.000 para produzir o jogo. Estávamos apreensivos quanto a alcançar esse valor, mas a meta foi batida em incríveis duas horas! No final, foi alcançada a marca dos US$ 82.000, e o jogo foi traduzido para 8 idiomas! É ou não motivo para se orgulhar? Agora estão sendo feitos os preparativos para produção de tanto jogo! E ano que vem tem mais.

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Criei o jogo Time Travel Inc.

E é claro que eu fui contagiada por essa onda de boradgames! Já adorava jogar, e agora embarquei com o Luís em um projeto especial. Time Travel Inc é um jogo sobre viagem no tempo. Vocês ainda vão me ouvir falando dele por aí.

 

Recebi visitas

Agora que estamos um pouco melhor acomodados aqui no Canadá, nós começamos a receber a família! 😀 Esse ano contamos com a visita da minha mãe, da sogrina, da cunhada, do meu pai e madrastra. Tirando os dois últimos, cada um veio em uma época diferente, e fizemos passeios incríveis!!! Comemos lagosta, andamos de veículo anfíbio, passeamos pelo interior da província, fomos à praia (estava friooooo), ficamos presos no Trapped (jogo de escapar de um quarto fechado), entrei em um cassino pela primeira vez, visitamos museus a perder as contas… É, foi demais!

 

Gravei podcasts

Uma das propostas que eu tinha para 2016 era participar de mais podcasts. Para isso, é preciso tempo e dedicação. E eu consegui! Foram dez participações no Cultura Nerd e Geek, duas no Multiverso X, uma no SetCast e uma no MachineCast. Os temas incluem literatura, RPG, filmes, animes, cotidiano e muito mais! Você encontra a lista de links aqui.

 

Pintei o cabelo

Pode parecer bobagem, mas não é. O cabelo faz parte da nossa identidade pessoal, e há anos eu estava descontente com a minha cor. O passar dos anos transformou meu loiro claro em loiro escuro, e então em algo esquisito que não era nem loiro, nem castanho. Um cor de burro quando foge. No Brasil, sempre tinha alguém para dizer: “Sua cor é lindaaaa! Te mato se você pintar.”

Uma vez no Canadá, resolvi chutar o pau da barraca. Pintei de loiro mais claro e amei! Mas aí tive outro problema: cada vez que pintava, meu cabelo ficava mais e mais claro. Na internet, as pessoas já me chamavam de “loiraça” e até “platinada”. Nunca quis ter cabelo assim. Então, tomei coragem e pintei da cor que sempre admirei: ruivo! Bem clarinho, quase loiro. Combinou perfeitamente comigo.

 

2017

O ano de 2016 foi cheio de emoções e vai deixar saudades! Consegui fazer quase tudo o que tinha me proposto. O único item da minha listinha que vai sobrar para o ano que vem é terminar de escrever Fração de Segundo, o terceiro livro da Série Crônicas de Myríade.

No mais, estou me sentindo realizada! Vou aproveitar os últimos dias do ano para comemorar com os amigos mais essa etapa vencida. E que venha 2017! 😀

 

Edit: Como diria o Tio Rocky, “só acaba quando termina”, e isso vale para o ano também!
Se aos 45 do segundo tempo eu terminei o livro que estava escrevendo, então o que veio depois deve ser prorrogação, né? Tive meu trabalho reconhecido na empresa (deixo aqui subentendida uma ótima notícia!) e tirei minha carteira de motorista canadense (aleluia!). O ano só fica melhor! E ainda temos dez dias pela frente.

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